OJR ARTICLE: Eight things that journalism students should demand from their journalism schools

20/09/2009

My dearest Alana (aka @bamp) me mandou essa semana o link para um artigo do OJR escrito por Robert Niles, jornalista norte-americano, sobre o que os estudantes de jornalismo devem esperar de suas faculdades. As dicas dele são ótimas, algumas meio óbvias, é verdade, mas mesmo assim muito válidas, uma vez que são deixadas de lado o tempo todo por mim e por meus colegas de curso.

Entre os assuntos em pauta, está a já antiga batalha travada por este que vos fala no sentido de valorizar a própria profissão: os alunos devem exigir de suas faculdades de jornalismo professores que ressaltem novas mídias e novas maneiras de fazer nosso trabalho, e não que passem o tempo reclamando que é o fim da profissão e que antigamente é que se fazia jornalismo de verdade. Segundo ele “estudantes precisam ter paixão pelo campo em que estão prestes a entrar”. Faço minhas as suas palavras.


para não dizer que não falei de beija-flores.

18/05/2009

Esse foi o vídeo produzido pelo Caixola, clube de criação da Fabico, para o Cannes Young Lions 48 Hour Ad Contest deste ano. O objetivo do vídeo era promover a assinatura de uma petição online que tá rolando no site da Oxfam International. Nem preciso dizer que o vídeo ficou genial.

A abordagem escolhida para convencer o povo a fazer sua parte não poderia ser melhor. Tenho sido muito acusado ultimamente de idealismo universitário e tenho batido de frente com comunicadores céticos que têm puxado para baixo o moral da Fabico. Isso depois de ter discutido (e ainda discutir eventualmente) com aqueles que acharam uma loucura eu abandonar um curso bastante tradicional na metade para me dedicar a um trabalho em que acredito e com o qual me identifico.

Bom, eu sempre tentei fazer o que acredito que é certo, isso foi uma coisa que eu aprendi em casa, com a minha mãe. Quando eu defendo a Fabico e me preocupo em participar da vida acadêmica em todos os seus pormenores, faço isso porque amo a faculdade de comunicação, com todos os seus defeitos e qualidades, e me realizo ao pensar que talvez essas pequenas iniciativas minhas possam contribuir para o crescimento desse lugar que me acolheu e ao qual eu sinto que pertenço.

Institucionalismo? Talvez. A profissão jornalística vai muito além do curso de comunicação, isso é fato. Mas cruzar os braços e me deixar arrastar pelo niilismo acadêmico, isso eu me recuso a fazer. Confesso que já pensei assim, até porque estive por um bom tempo insatisfeito comigo mesmo, mas agora não rola mais.

Minha alegria é saber que existe gente que nem Ane, o Jean Pierre, a Luiza  – dedico esse post à Luiza – e todos os outros (citação nominal é sempre uma injustiça) que ainda se pilham em se meter nas atividades para as quais eu os arrasto e fazem isso, assim como eu, pelo amor à camiseta.

Quem sabe se todo mundo fosse como os beija-flores, os elefantes não puxariam as coisas para baixo.


sing w me this witty song.

12/05/2009

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Staff da HSC toda reunida no show de domingo, no Cultura Rock Club.

Foi coisa linda de se ver. Um tweet, vários RTs. A hashtag #hotelsantaclara pipocou no twitterfox e a “Campanha Hotel Santa Clara pelos 20 mil plays no MySpace” foi reproduzida lá e acolá – à meia noite em ponto, já contávamos com bem mais do que os 20 mil plays almejados (enquanto eu escrevo aqui, já são mais de 20.065 plays).

Não dá para duvidar mais do poder das redes sociais. Não dá para duvidar do twitter.

(Aviso aos navegantes: MSN do gauti tá fora do ar. Quer me encontrar? É mais fácil pelo twitter. Tem sido assim há mais de seis meses, agora eu só tô oficializando a situação)

HSC era para estar dando um tempo, mas é fato: nesse recolhimento monográfico de metade da banda, a Hotel nunca bombou tanto. O showzito no Cultura domingo tava genial deveras.

Obrigado galera que tuitou e que curte a HSC! Obrigado staff do hotel que tem feito da minha vida menos boring desde o final de 2007! BAGOS a todos e AM VCSS #internas

E bora time branco tocar esses treinos fechados – pode ser que eu não jogue futebol desde 2000, mas eu é que não vou perder pro marrento do Bêra!


(L)

10/05/2009

Eu muito deveria escrever alguma coisa sobre o día de las madres, pero vou deixar pra mais tarde. Só tava a fim de postar esse vídeo porque achei genial:

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Uma coisa nada a ver com a outra, mas eu muito me lembrei agora do dia dos namorados de 1995. A professora mandou a gente fazer almofadas em forma de coração bordadas com os nossos nomes para dar para as nossas mães numa vibe meio édipo. Lembro que minhas primas inventaram que eu ganhei a almofada de uma colega minha de dia dos namorados e isso me trouxe muitos problemas, considerando que eu tinha 6 anos.

Quanto ao meu first crush, só será revelado na minha biografia não autorizada.


maybe your heart need some glasses.

08/05/2009

cá entre nós, ficou bem bala esse cartazinho, né? crédito do Felipe Neves, fototerista e bateriógrafo do hotel.


quem tem medo do público?

04/05/2009

Acho muito legal que de uns anos para cá a produção de informação tenha se tornado muito mais democrática. Mas que eu quero focar de novo é a qualidade dessa informação que é produzida.

Todo mundo escreve, mas ninguém pensa sobre o que escreve.

Tenho visto oportunidades boas de trabalho de escrita na Fabico, principalmente no que diz respeito à iniciativa da minha amiga Natascha de formar o primeiro clube de escrita da faculdade – já que a cadeira de linguística caiu do currículo – mas ainda acho que falta reflexão por parte do pessoal sobre o trabalho de escrever.

O que eu acho legal na literatura, assim como em qualquer arte, é a análise do produto final a partir de seus processos de criação. Conhecer como o texto foi pensado enriquece deveras a leitura deste texto. O escritor precisa conhecer os recursos que pode usar para contar a sua história e esses espaços experimentais são a oportunidade perfeita para esse tipo de reflexão. Infelizmente, não é o que eu tenho percebido por enquanto.

O projeto tá no início e temos muito ainda o que conversar, mas fica desde já registrada minha expectativa de ver boas coisas saindo daí. Encontrar conteúdo original, interessante e informativo ao mesmo tempo é coisa muito difícil na internet. Só que para isso é fundamental que se publique, e publique cada vez mais, e aí esbarramos na imaturidade do pessoal, que tem receio de publicar o que escreve.

Escrevamos sim, e escrevamos bem. E publiquemos o máximo possível, para que seja lido, questionado e até apedrejado se for o caso.  Sem um ou outro, a atividade literária perde o sentido.


e o que vale é o sonho.

02/05/2009

Hoje é dia em que a galera do Brasil inteiro volta os olhos em direção à Avenida Paulista. Pelo quinto ano consecutivo, a Prefeitura de São Paulo promove a Virada Cultural, evento que brinda os habitantes da maior cidade brasileira com 24 horas de eventos espalhados por todos os bairros, com direito a metrô e ônibus funcionando a madrugada inteira para transportar os paulistanos e os mais de 300 mil turistas que conferem as centenas de atrações que rolam por lá. Aí a gente se pergunta – o que falta aqui em Porto pra ter um evento desse porte?

Como tava falando uma amiga minha, via twitter, não é por falta de talento da gauchada que não acontecem essas coisas por aqui. Tem muito gaúcho, não só em São Paulo como no mundo todo, produzindo coisas muito legais. Mas, por algum motivo, acreditamos que a Virada Cultural porto-alegrense, se houvesse, seria meio tediosa.

Avenida Borges de Medeiros, em Porto Alegre…

Bairrismo aqui é coisa que impera. Muitos conterrâneos lendo esse post devem se perguntar “mas que raio pretende esse guri pagando pau pra paulista?” – mas é que não tem comparação. Comparar uma metrópole de 18 milhões de habitantes com a nossa Porto dos Casais, que não chega a um milhão e meio, é covardia.

…e Avenida Paulista, em São Paulo – Covardia.

São Paulo fervilha dia e noite com gente de todos os cantos do país e do planeta. Mesmo para quem mora em São Paulo, conhecer todos os lugares da cidade é coisa muito difícil. Conhecer bem Porto Alegre é difícil também – eu conheço muita coisa, mas não conheço tudo (AINDA não fui ao Iberê, por exemplo, apesar do museu ser quase ao lado da minha casa), mas o que falta é vontade, vontade e infraestrutura.

Porto Alegre ainda não tem sistema de metrô, tem apenas planos recém saídos das mesas dos arquitetos, embora a discussão sobre a implantação seja de longa data. O sistema de ônibus é um dos melhores do país, mas além de poluir deveras, não cobre totalmente as necessidades das pessoas (eu tenho que pegar duas linhas de empresas diferentes pra ir à faculdade e não tem ônibus que me traga de volta até em casa – tenho que pegar um até a Avenida Padre Cacique e subir a pé a Taquari, que é uma lomba com uns 89º de inclinação), além de ser muito caro e por vezes desconfortável. Não digo que o metrô de São Paulo não seja desconfortável à hora do rush, mas fato é que os trens de lá são muito mais rápidos e ninguém paga nada a mais para fazer as conexões.

Quanto a lugares para eventos, temos alguns, o que não temos é ânimo para melhor aproveitá-los. A Usina do Gasômetro e o Cais do Porto são exemplos de lugares emblemáticos que, por muito tempo, não receberam eventos, mas que ultimamente têm aberto as portas para os mais variados tipos de espetáculo, desde a ótima Mostra Movimento e Palavra, espetáculo de dança que segue agora no dia 30 de maio na sala 209 da Usina, até os shows e festas que têm sido constantemente realizados no cais. Mas ainda não é o suficiente. Falta patrocínio, falta divulgação. Os locais com as melhores estruturas, como o Teatro do Sesi, o Bourbon Country e o Teatro São Pedro ainda são caros para a maior parte da população, que não os conhece. O Pepsi on Stage é distante do centro, o Opinião é muito pequeno, e por aí vai.

Vista clássica de Porto Alegre a partir do Cais

A produção de eventos é muito restrita a uma ou duas empresas que detém a imensa maioria dos espetáculos de grande porte, sempre divulgados nos mesmos veículos, para o mesmo público e pelas mesmas pessoas. Enche o saco. Tanto é assim que, para os profissionais de comunicação – sobretudo os jornalistas -, o mercado de Porto Alegre é tão restrito (há uma empresa, A Empresa, que manda – o resto é o resto), que vale mais a pena, depois de formado, ir para o interior ou sair para desbravar terras longínquas – e aqui São Paulo se destaca como polo de atração de profissionais da área.

Aí vem a questão que a gente levantou no Twitter: se os gaúchos são tão criativos lá fora, por que aqui em Porto Alegre a coisa não anda? Pelo mesmo motivo que leva o futebol europeu a ser mais valorizado que o brasileiro, apesar de termos os melhores jogadores, que leva o nome de Villa-Lobos a ser mais conhecido na Itália do que no Brasil e que leva nossos melhores acadêmicos a pesquisar no exterior – ninguém valoriza a cultura local no Brasil, e isso vem de séculos e é reproduzido dentro do país nos centros regionais em relação ao eixo Rio-São Paulo.

Não digo que tudo no sudeste seja perfeito, táxi paulistano é uma máfia e eu não confio nas PMs paulista e fluminense – na BM gaúcha eu confio de olhos fechados. Mas cabe à galera do Sul aquela reflexão sobre o que falta à província para as coisas começarem a acontecer por aqui. Até lá, infelizmente, eu vou passar os dias ruminando minha inveja em relação à Virada Cultural paulistana e procurando um apartamento perto da Paulista para me mudar de mala e cuia para lá assim que eu terminar a faculdade.


Define: boring.

01/05/2009

Tava aproveitando esse dia do trabalho pra dar um panorâmico sobre as dezenas de blogs que eu costumava ler, um pouco com a esperança de achar umas coisas legais pra postar por aqui. É, not. Todo mundo só fala de tuíter ou do tombo da JosydoBigBrother. O gênio que inventar um blog com conteúdo original fica rico (ou pelo menos vira celebridade online).

Mas enquanto o dia da revolução não chega, alguém me explica o que o comercial da Coca-Cola zero tá fazendo entre os vídeos mais populares do Youtube?

I’m bored – c’mon let’s get high.


and we know how to have fun.

30/04/2009

Nada como feriado chegando, todo mundo indo pra praia ou pra serra, altas festas, diversao e sedusao pra todo mundo – MENOS PRA VOCÊ.

Feriado dia primeiro é foda, é como se prolongassem o mês sem prolongar o salário. Segunda eu vou ter dinheiro, mas segunda a festa já vai ter acabado (e o clima de final de semestre, começado).

Eu que sou criativo, porém, resolvi comprar briga com a falta de grana – vamos ver quem pode mais. Não preciso de dinheiro pra me divertir no feriado, e vou dizer como.

DICAS DE DIVERSÃO COM RESTRIÇÕES ORÇAMENTÁRIAS DO GAUTI  ;D

1 – Cine Trash. Todo mundo tem em casa aquela fita de vídeo – isso mesmo, VHS – do Pato Donald, da Princesinha, da Cinderella, do Paciente Inglês, enfim, esses clássicos do cinema que as pessoas compravam (ou gravavam da sessão da tarde) para “ter para sempre em sua casa” nos gloriosos anos 1990, quando ninguém tinha banda larga ainda. Vai lá no armário da garagem, resgata o videocassete largado às traças, chama a galere que ficou em casa no feriado porque é tão pobre quanto você e explica que a moral da brincadeira é se divertir com aqueles filmes toscos dublados porque cultura trash é super in. Manda levar comida, porque, afinal de contas, você já está cedendo a casa e os filmes (e não tem dinheiro pra se sustentar, quem dirá para sustentar amigo morto de fome). Super fun!

2 – Todo dia é dia das mães. Chegue para a sua e diga que tem saudade daqueles tempos em que você era pequeno e ela te levava para o shopping e comprava McLancheFeliz pra você. Aí, quando ela estiver às lágrimas, bem como quem não quer nada, convida ela pra assistir o filme da Lília Cabral e depois fazer um lanchinho como nos velhos tempos. Se forem ao shopping, é capaz de você ainda lucrar uma roupa nova.

3 – Culinária extrovertida. Que tal se auto-propor um desafio? Junte tudo o que encontrar no armário e na geladeira de casa, jogue na internet e tente descobrir alguma coisa boa para cozinhar para a pessoa mais especial da sua vida – VOCÊ. Se tiver uma lata de leite condensado no meio, pode ter certeza de que vai dar certo. Depois posta no seu blog a receita e me manda o link.

4- One man party. Stalingrado aquelas músicas ótimas de dançar, mas que na frente dos outros não rola? Sabe ABBA, Madonna, Cyndi Lauper, Débora Blando e por aí vai? Grava um CD benloco com todas essas pérolas da música nacional e internacional, veste aquela jaqueta amarela estofada que você herdou do seu tio, descobre o paradeiro daquele óculos de surfista que você usava no verão de 1995, se tranque no quarto e quebre até o chão que é pra ninguém ver você mesmo. E se chamarem você pra festa, explica que PVT party é muito mais hype e fica na sua (indo ao computador de hora em hora pra postar no twitter que a sua “one man party vanguardista” tá bombando, é claro). Não tem CD sobrando em casa? A ideia é não gastar – pega o radinho de pilha do vô e sintoniza na Continental FM 98.3 que é a mesma coisa.

Ficam as dicas. Lembrando sempre que:

  • Se você estiver numa vibe carência e nenhuma dessas ideias apetecer você, chat do terra serve pra isso.
  • Se você estiver numa vibe meio sou-intelectual-essas-dicas-toscas-não-servem-pra-mim, vai ler um livro.

Agora eu voltarei a editar meu vídeo, que é o que eu devia ficar fazendo em vez de lamentar meu feriado de pobre. Hasta.


let’s get it started.

29/04/2009

Eu tava aqui tentando ter uma luz em relação ao tema apropriado pra festa dos bixos de comunicação da Fabico. A festa vai ser no cais do porto e a gente precisa ter um tema, um drink liberado e um diferencial em relação às últimas festas da fabico. Coisas em que eu pensei até agora:

1 – FABICO’S GOT TALENT – A VINGANÇA DE SUSAN DOYLE. Drink liberado: Miss Doyle (vodka, leite condensado, creme de abacate e gelo). Diferencial: tenda de videokê pra galera liberar sua Susan interior. Música que não pode faltar: I Dreamed a Dream – Susan Boyle Remix

2 – BAILE DAS DAMAS. Drink liberado: água de coco, pra todo mundo ficar saborosa. Diferencial: uma cerveja pra dama que gritar REGINAAAAAAAAAAALDO mais alto. Música que não pode faltar: Piriguete, lógico.

3 – FABICO DOS BROTHER. Drink liberado: tequila dos brother até a meia-noite. Diferencial: se você não comprar ingresso pra cinco brothers, você não é brother. Música que não pode faltar: Jota Quest, My Brother.

4 – FABICROSSFOX. Drink liberado: raíska com guaraná dolly. Diferencial: clipes da stephany no telão e dress code com vibe Daspu. Música que não pode faltar: “NO MEU CROSSFOX, EU VOU SAIR…”

5 – FABICLASSIC. Drink liberado: espumante. Diferencial: a festa toda teria um clima de anos dourados, todo mundo bem vestido e meninos tirando as meninas pra dançar (pelo menos até o espumante começar a bater). No telão, filmes dos golden years de hollywood. Música que não pode faltar: Moonlight Serenade.

Acho que faço uma enquete sobre o tema, mas não prometo nada.


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